Voleisul/Paquetá Esportes não disputará a Superliga B

Não é um adeus, mas um até logo. A Voleisul/Paquetá Esportes informou à Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que está fora da disputa da próxima edição da Superliga B. A equipe, décima colocada na última edição da principal categoria da Superliga Masculina, já havia desistido de jogar a elite nacional. Nas duas situações, o time com sede em Novo Hamburgo deixou de participar das competições pela falta de patrocinadores.

Mesmo que não dispute as competições, o projeto no qual a Voleisul/Paquetá Esportes está inserida seguirá em atividade. A diretoria busca manter a parceria com a Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo para seguir apoiando o Projeto Saque Tri, responsável pelas categorias de base. “Queremos seguir apoiando o trabalho de formação. O clube está estruturado e o nosso objetivo é continuar sendo parceiros da base”, explica o presidente da Associação Mão de Pilão, responsável pelo projeto, João Fernando Hartz.

O vôlei de alto rendimento também não chegou ao fim. A expectativa é que a busca por patrocinadores reinicie nos próximos meses, para participar de outras competições. “Não estamos fechando as portas. Tínhamos uma situação específica, com a Superliga B, e precisávamos dar uma resposta nesta segunda-feira. Infelizmente não conseguimos viabilizar financeiramente essa participação. No entanto, teremos outras competições e acreditamos que dentro de quatro ou cinco meses o momento da economia seja melhor, e então poderemos retomar o time profissional”, destaca Hartz.

CONTRIBUIÇÕES – Nos últimos dias, dirigentes da equipe buscaram possíveis parceiros. “É um momento de se repensar o apoio ao esporte de rendimento. Existe uma cultura enraizada na grande maioria onde se pensa que apoiar o esporte é fazer caridade. Somente incentivo fiscal não faz uma equipe de alto rendimento, pois os atletas não podem ser contemplados. Da mesma forma o poder público precisa fazer o seu papel”, reforça o diretor executivo da equipe, Tiago Peter Hoefelmann.

Para o dirigente, é necessário entender o esporte como negócio, trabalhando seus potenciais retornos. “No esporte há valores intangíveis que nenhuma campanha publicitária consegue atingir, dentre eles o sentimento de pertencimento de todos que torcem de perto ou de longe por determinada marca. Esta mudança de pensamento deve ser fomentada e debatida por todos que estão no entorno do esporte”, ressalta Peter.

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